<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543</id><updated>2011-04-21T12:45:53.294-07:00</updated><title type='text'>Copidesque</title><subtitle type='html'>À guisa de coisas do dia-a-dia e nada mais...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111810891632870284</id><published>2005-06-06T18:38:00.000-07:00</published><updated>2005-06-06T18:48:36.336-07:00</updated><title type='text'>Nem Marx, nem Weber</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.rage.net/~greg/files/che-nike.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na nova economia, as idéias de Max Weber de "organizações" com uma estrutura relativamente estável com regras e procedimentos bem definidos começam a se desintegrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode parecer paradoxal, mas o maior fabricante de calçados esportivos do mundo – a Nike – não possui fábricas, nem equipamentos ou imóveis. A Nike produz idéias e vende conceitos. Ela contrata fabricantes anônimos para produzir as formas concretas de seus conceitos. Na verdade, a empresa é um estúdio de pesquisa e design com uma fórmula de marketing e um mecanismo de distribuição fantásticos. Ela é para todos os efeitos uma empresa virtual, a exemplo de muitas outras corporações que deixaram o ramo industrial para fazer parte da área da cultura, da fantasia e do entretenimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As vantagens comparativas que permitiram o seu sucesso foi a percepção antecipada de que o que está sendo comprado e vendido são idéias e imagens. E, na nova Economia – da informação e da tecnologia num mercado globalizado - a corporificação dessas idéias e imagens se torna cada vez mais secundário. A emoção vale mais do que qualquer razão. A sensação de um chiado (do bife na chapa) pode representar mais valor do que o próprio bife. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na nova economia, as idéias de Max Weber de "organizações" com uma estrutura relativamente estável com regras e procedimentos bem definidos começam a se desintegrar. O mundo da tecnologia e do conhecimento requer organizações com estruturas flexíveis e formatos que podem mudar rápida e bruscamente. Nesse contexto, as organizações se tornam efêmeras e fugazes como as tecnologias utilizadas nos seus negócios. Nesse mundo, o processo é produto e a forma consubstancia o conteúdo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De outra parte, as idéias de Karl Marx no combate sistemático ao capital ruíram com a queda do muro de Berlim. A inevitabilidade histórica de que a classe operária industrial seria coveiro do capitalismo e que seus grilhões se romperiam sozinhos não aconteceu, pelo menos no mundo desenvolvido. Registre-se como agravante que, ao contrário do capitalismo, o comunismo nunca aprendeu a produzir a riqueza que afirmava saber tão bem distribuir (nem tampouco o capitalismo sabe distribuir a riqueza que produz). Apelando para o contraditório, há autores que afirmam que o socialismo perdeu, mas o capitalismo não venceu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas idéias pontuadas por Marx e Weber circunstanciam uma era industrial caracterizada por um mundo de chaminés e de força bruta. De operários e de construções... físicas. Em contrapartida, a era pós industrial e da nova economia é um mundo de formas platônicas. De idéias, imagens e arquétipos. De conceitos e ficções. É um mundo do espiritual e do compartilhamento emocional. É o novo espaço concreto da cultura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta nova realidade tem mostrado que o capitalismo que interessa a humanidade não é o produtivo. É o criativo. Não é fora de propósito que o estudioso italiano Domenico De Masi esteja fazendo sucesso pelo mundo afora com seus livros e palestras sobre o ócio criativo. Para De Masi, na passagem do capitalismo industrial para o cultural, o ethos do trabalho está cedendo espaço para o ethos do lazer. Na década de 70, o nosso Gilberto Freyre já defendia essas mesmas idéias argumentando que, no futuro, as pessoas teriam mais tempo ocioso do que trabalho. E esse tempo ocioso seria preenchido com o lazer; sendo este, uma categoria fundamental do comportamento humano sem a qual a civilização não poderia existir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jeremy Rifkin pensa nessa mesma linha, quando afirma que neste século a produção cultural (incluindo o lazer) ascenderá ao primeiro nível da vida econômica. As informações e a tecnologia ao segundo, a fabricação ao terceiro e a agricultura ao quarto. Para Rifkin as mudanças do capitalismo industrial para o cultural, e a mudança de preocupação da propriedade para o seu uso, vão modificar ainda mais os contratos sociais e o comportamento das pessoas e das organizações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas mudanças na forma e no conteúdo nos fazem crer que a cultura compartilhada não pode ser meio, deve ser fim. Os recursos culturais e os ritos sociais devem ser valorizados em si e por si mesmos. E, por mais que os produtos culturais possam ser vistos como commodities (mercadorias), não se pode ligar diretamente o símbolo do dinheiro a uma experiência cultural compartilhada, sem prejudicar os relacionamentos recíprocos que dão origem a ela. A cultura e seus ritos - essenciais à vida humana - independem de estereótipos econômicos para sobreviverem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A economia cultural já é um mundo de símbolos onde "tudo que é sólido pode se desmanchar no ar"; como poderão estar a se desmanchar, para efeito desse novo tempo, grande parte das premissas que sustentaram as teorias de Marx e de Weber. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De qualquer sorte, utilizar-se de um novo determinismo histórico para confirmar a realidade estratégica do futuro é por demais oportuno para todos aqueles que estão vendo e vivendo esta nova economia da sociedade pós industrial. Nesse futuro, não há mais burocracias a serem preservadas nem correntes ou cadeias a serem destrancadas, a não ser as que estiverem nas mentes e cabeças de cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CARLOS ALBERTO FERNANDES é economista, professor da UFRPE, ex-secretário-adjunto do Tesouro Nacional e diretor geral da Revista Continente Multicultural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.anamatra.org.br/opiniao/artigos/ler_artigos.cfm?cod_conteudo=5468&amp;descricao=artigos"&gt;http://www.anamatra.org.br/opiniao/artigos/ler_artigos.cfm?cod_conteudo=5468&amp;amp;descricao=artigos&lt;/a&gt; em 18/03/05.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111810891632870284?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111810891632870284/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111810891632870284' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111810891632870284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111810891632870284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/06/nem-marx-nem-weber.html' title='Nem Marx, nem Weber'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111782891080746055</id><published>2005-06-03T12:56:00.000-07:00</published><updated>2005-06-04T09:25:10.433-07:00</updated><title type='text'>Perguntas Grávidas</title><content type='html'>&lt;img src="http://us.news2.yimg.com/us.yimg.com/p/afp/20050307/capt.sge.qsj16.070305231445.photo00.photo.default-380x248.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Tu segues os teus próprios conselhos?&lt;br /&gt;¿Pagas tuas dívidas com os amigos/família em dia?&lt;br /&gt;¿Tomas o remédio na hora certinha, quando doente?&lt;br /&gt;¿Sempre dás “boa-tarde” no elevador àquele vizinho que nunca responde?&lt;br /&gt;¿Não te irritas com o barulho do liquidificador?&lt;br /&gt;¿Ouves música clássica todo dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Dás conselhos de graça?&lt;br /&gt;¿Tu emprestas dinheiro a amigos e familiares?&lt;br /&gt;¿Xingas quando perde o horário do remédio?&lt;br /&gt;¿Nunca dás “boa-tarde” a ninguém no elevador?&lt;br /&gt;¿Fazes vitamina de abacate enquanto os outros conversam na cozinha?&lt;br /&gt;¿Falas mal da MPB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Já ouviste um mau conselho?&lt;br /&gt;¿Dizes que “quem empresta a parentes, dá adeus”?&lt;br /&gt;¿Não gostas de injeções, preferes pílulas?&lt;br /&gt;¿Chamas os dois elevadores de vez?&lt;br /&gt;¿A tua imagem também fica ruim com o liquidificador ligado?&lt;br /&gt;¿Para ti, o rock é dos alienados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Quem não ouve conselho, ouve o quê?&lt;br /&gt;¿Já deste injeções nas testas de amigos?&lt;br /&gt;¿Tomaste aqueles placebos anticoncepcionais e engravidaste?&lt;br /&gt;¿Os vizinhos agora falam mal de ti?&lt;br /&gt;¿As vitaminas melhoraram a tua imagem?&lt;br /&gt;¿O arrocha te fez bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Posso te dar um conselho?&lt;br /&gt;¿Sou teu irmão, cobrarei mais tarde, certo?&lt;br /&gt;¿Ainda não consegues entender a letra do médico na receita?&lt;br /&gt;¿O porteiro disse que estás com cara de dengue?&lt;br /&gt;¿Vais mesmo bater o nabo com o chuchu e mel no novo &lt;em&gt;Blender&lt;/em&gt; automático?&lt;br /&gt;¿Não sei, mas, isto também não te soa mal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111782891080746055?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111782891080746055/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111782891080746055' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111782891080746055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111782891080746055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/06/perguntas-grvidas.html' title='Perguntas Grávidas'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111642948621979347</id><published>2005-05-18T07:57:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T08:18:06.226-07:00</updated><title type='text'>Devota</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.gracielabello.com.ar/images/devota.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que derramasse a primeira lágrima do dia, sentiu-se por um instante confortada, recordando as passagens de sua vida que ocultava do companheiro, e que talvez compensassem, em parte, a pequenez em que ele vinha transformando os seus dias. Sorria astuciosa de si para si, como quem não acabasse de todo prejudicada. Sabia que, à sua maneira, fazia a própria justiça. Estava convicta da licitude de como tratava a vida a dois, porque seus afazeres sigilosos eram apenas uma tentativa de se ressarcir por uma desilusão – quanto às atitudes do outro – que vinha chegando para ficar. E quase continuou crendo na própria enganação, na compensação que em verdade não havia, pois não havia o que compensar. Não, o mau procedimento de uma parte não autorizava o da outra, não eram operações matemáticas, eram duas vidas querendo apenas viver acima da linha da mediocridade, enquanto pudessem, se pudessem. E, se calhasse, até se poderia ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas não calhava. A ponto de a mulher se convencer que não existia a Felicidade, apenas um ou outro paliativo com que suportasse por mais tempo tudo aquilo, a vida, os próprios desacertos. E já não sabia quem verdadeiramente era ela mesma, nem quem eram ela e ele quando confrontados, ante a transformação que a (tentativa de) vida em comum lhes trouxera. Não sabia mais nem o que planejava... Só queria era livrar-se do mal-estar que lhe causara a desfaçatez mais recente e perversa daquele a quem um dia havia jurado amor e fidelidade. Isso enquanto guardava ainda alguma racionalidade, conseguindo reter uma convulsão de lágrimas – se bem que já possuída por um novo ânimo, de aguda estranheza. É que era aquele resto de quase nada, o sofrimento emaranhado em tudo o que havia, o redemoinho que se lhe apresentava a título de vida, o pouco e infeliz que era a sua vida, e com isso não se contentava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela, por fim, não conseguiu dar volta à agonia que lhe espreitava o espírito. Assim é que se precipitaram gargalhadas histéricas, enquanto no olhar oscilava uma apatia enigmática, assustadora até. Então primeiro a faca rasgou sem timidez o peito do homem, e ainda mais profundamente, ainda as fibras convulsivas que eram o seu coração. Depois feriu também o seu rosto: um talho extenso em cada extremidade da boca, cada qual deixando por pouco de atingir a orelha, os cabelos; um último que foi do lábio inferior à garganta, lento, mas sem vacilar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como quem quisesse comemorar uma qualquer trivialidade, cuidou depois, serena, de apanhar um champanhe, que bebeu sem pressa, à saciedade. Prazia-lhe entornar da taça o líquido borbulhante sobre o sangue que jorrava do cadáver, no peito, na boca, ferventes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais tarde é que se converteu em lágrimas, que não traduziam arrependimento. Expressavam um êxtase indisfarçável, embora muita vez tenha se recostado no defunto – ainda morno, daquela quentura que nunca fora sua – como que tentando, com lábios trêmulos, absorver-lhe o sangue, a paixão e os beijos contidos, pela última, pela única vez, com a máxima ternura que lhe cabia, com desvelo, mesmo com devoção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUYAN FARIA (&lt;a href="mailto:suyanmuitonatural@hotmail.com"&gt;suyanmuitonatural@hotmail.com&lt;/a&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111642948621979347?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111642948621979347/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111642948621979347' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111642948621979347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111642948621979347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/devota.html' title='Devota'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111636736574833153</id><published>2005-05-17T14:45:00.000-07:00</published><updated>2005-05-17T15:09:19.320-07:00</updated><title type='text'>Pulex et Fogueram</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.redepsi.com.br/images/secoes/magritte.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conversas com o colega Artur, decidimos escrever sobre a vaidade. Não da vaidade física que saiu na Veja de 11/05/05, em pesquisa feita pela MTV/Brasil, mas desta que anda pelas sombras, que vemos sempre de relance, quando vemos. Desta que teve início, aproximadamente, quando o primeiro homem cercou o primeiro espaço de terra e que, hoje, nos faz querer manipular os genes antes da gravidez e escolher bebês gordinhos com olhos cor-de-violeta. Estes foram o começo e o provável fim daquela; sinto que vamos falar mais sobre o seu meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que Tom Wolf, cronista estadunidense, tinha em mente ao escrever o famoso livro Fogueira das Vaidades. Não o li, nem vi o filme, mas tenho alguma idéia de certos comportamentos bem capazes de tê-lo inspirado em sua criação. Da pouca experiência de vida que tenho posso extrair o seguinte axioma: “quem faz e conta, conta mais do que faz”. Dele decorre outro, o “se ninguém falou nada é porque está bem feito”. Uma pessoa pode se basear tranqüilamente neles dois e não mais querer ouvir um elogio sequer na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é da gente querer ser melhor que o outro. E é superválido, no tocante a ter uma boa influência. Mire no melhor a fim de não acertá-lo e sim, ultrapassá-lo. Falo, falo, falo e faz de conta que sigo o que digo, certo? É difícil controlar a vaidade. Essa coisa que nos torna mesquinhos e, pelo menos pra mim, traz bastante vergonha. Mas também não se pode largar mão de tentar. A arte da humildade deve ser evocada sempre que se for pego no pulo da alma, quando ela quiser exceder a sua essência. Elogie quando deva. Dê um “bom-dia elogiante” a alguém logo de manhã. Exercite. Ora, também diga que está tudo uma merda, quando achar, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que a essência de que falei nem todos têm. Estes devem estar achando tudo isso um saco, agora. Não? Não existe teste para isto, nem tenho a audácia de inventá-lo com estas veleidosas palavras. Apenas fui instado a falar sobre um tema, cuja presença em sessões de psicanálise deveria ser mais corrente. Contribuo com pouco, mas, vaidoso que sou, gostaria de ver aqueles axiomas traduzidos para o latim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111636736574833153?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111636736574833153/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111636736574833153' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111636736574833153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111636736574833153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/pulex-et-fogueram.html' title='Pulex et Fogueram'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111634291049738131</id><published>2005-05-17T08:07:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T08:31:40.346-07:00</updated><title type='text'>Fulanus Burn</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.zaphirestz.orcon.net.nz/Sammeh/burn.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 7 anos de idade, ainda preservamos certa inocência, e nossos pais, ao pé do ouvido, devido a situação vexamatória de uma crise de choro na frente de toda aescola por ter perdido o campeonato de futebol, tenta despertar em nós valores como “o importante é competir”. E cafuné em nossas cabeçinhas. Competir PN, ora, queremos é vencer e sermos reconhecidos entre os amigos como o craque do time. Em nenhuma fase da vida de um ser humano, acredito eu, há maturidade suficiente que suprima aquela força interior de querer reconhecimento. O grande problema do mundo contemporâneo, filosoficamente falando, é que as diretrizes do ambiente externo não permitem que fiquemos satisfeitos simplesmente com o que somos. E segue nossa odisséia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos 17 anos, inicia-se o interrogatório familiar sobre a profissão a ser seguida. A mãe quer ver o filhote médico, de renome, salvando vidas e causando inveja às vizinhas e amigas que têm aqueles filhos... Qual a profissão deles mesmos? Fulaninho não quer desapontar sua mãe e, por isso, está terminando o ensino médio na melhor escola da cidade, estudando inglês, fazendo curso pré-vestibular como reforço, e virando noites e mais noites sobre os livros. Já Beltraninho, filho da vizinha do andar de baixo, está fumando uns cigarrinhos naquele beco da rua ao lado com aqueles amigos estranhos, e diz ele que não sabe bem o que quer fazer da vida. Mundos opostos, que retratam bem as atitudes dos adolescentes em relação ao mundo: uns buscam auto afirmação através da rebeldia, expressa por atos de aborrescentes ávidos por contrariar os pais; enquanto isso, outros assumem para si a manutenção da valorosa árvore familiar, muitas vezes em detrimento de sua própria escolha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos 25 anos, já formado e com diploma de graduação na melhor universidade do País, Fulaninho está de malas prontas para a Itália, onde irá concluir uma especialização em alguma ramificação médica. Alto investimento. Enquanto isso, Beltraninho terminou aos trancos e barrancos a faculdade de administração, mas agora compreende seus erros passados e busca uma colocação melhor na empresa do tio através de um curso de Master Business Administration. Fulaninho continua escutando dos pais por telefone o quão orgulhosos eles estão, e na faculdade mais conceituada de Roma, onde ele empresta sua sapiência, todos dizem que ele é um profissional intocável. Já Beltraninho alcança a gerência de vendas daempresa com sua desenvoltura adquirida com o grande círculo de amizades. O primeiro ganhará fortunas devido ao currículo extenso e globalizado. O segundo, provavelmente, irá viver bem, e a satisfação pela superação dos obstáculos pessoais prevalecerá sobre o provável aperto financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos 40 anos, com uma penca de filhos mimados carregando seu valoroso nome na parte de trás do carro, reclamando sobre as mesadas atrasadas, Fulaninho refletirá se realmente ele é quem todos dizem que ele é. Se realmente Fulaninho de tal é realmente esse ser humano intocável, e de valorosos atributos pessoais. Será que aquele amontoado de diplomas e certificados o faz um indivíduo melhor?Quais foram as verdadeiras motivações para seguir tal profissão? O corpo já cansado de tanto trabalho pedirá descanso. Mas, o incômodo pior será a dúvida eterna a respeito de quem ele realmente é. E constatará que ele é a mera vontadedos outros. Enquanto isso, Beltraninho, finalmente resolve casar, e um casal logo virá. Mesmo sem ostentar muitos diplomas e certificados, e quitando a casa com muita dificuldade, Beltraninho segue contente em seu novo cargo: coordenador regional de vendas. Ele sabe quem é, e lida com os percalços da vida com muita tranquilidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes a família e a sociedade nos oferecem caminhos que não condizem com quem somos. Tudo é uma questão de escolha! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ARTUR OLIVEIRA (&lt;a href="mailto:arturslo@hotmail.com"&gt;arturslo@hotmail.com&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111634291049738131?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111634291049738131/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111634291049738131' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111634291049738131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111634291049738131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/fulanus-burn.html' title='Fulanus Burn'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111629941531417022</id><published>2005-05-16T20:06:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T10:43:33.216-07:00</updated><title type='text'>Precisa-se</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.laflecha.net/img/news/4/0/cerebro(4)_bg.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi ingressar na discussão sobre a vaidade fazendo uma abordagem diferente, para assim, tentar contribuir com o debate. Do ponto de vista da natureza humana, a vaidade parece ser algo intrínseco ao ser humano. Afinal, tudo parece ser motivado por algum grau de vaidade. Não só parece, como de fato o é. Digo isso porque todas as ações humanas, desde as que aparentam ser as mais altruístas até aquelas se dizem em favor de um bem público, escondem, em última análise, uma vaidade pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vaidade, neste sentido, é um aspecto da psique humana que não pode ser indissociada do que eu vejo como outro aspecto mais do que intrínseco à humanidade sapiens: o interesse. Digo isso porque toda a ação esconde um interesse, e que é, por sua vez, meramente o fruto do cálculo de custo-benefício de inúmeros processos mentais deliberativos que resultam numa deliberação última, a qual o filósofo Thomas Hobbes chamou de vontade. Assim, segundo esta lógica, todos fazem a sua vontade, porque, no limite, ela é a representação plena do interesse calculado após a análise de inúmeras variáveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, a vaidade parece ser um fim em si mesma, uma massagem no ego que produz uma satisfação agradável, seja pelo trabalho reconhecido e valorizado, seja pela fama. Entretanto, fica claro, em uma análise mais aprofundada, que junto de adjetivos proferidos vêm também a aparente valorização e, em conseqüência a visibilidade de possíveis benefícios, geralmente em médio ou longo prazo. Tais benefícios são complexos e consistem na satisfação de interesses, subjetivos e objetivos, e estão intrinsecamente ligados ao reconhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a fama não é nada mais do que a aquisição de uma autoridade que passa a ser reconhecida por um determinado grupo de pessoas. Essa autoridade passa a gozar de certos benefícios, como, por exemplo, no tocante à atenção recebida das pessoas, o que faz com que se maximizem os interesses pessoais a partir de um canal maior de comunicação e influência entre indivíduos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, a vaidade é nada mais do que um sentimento que traz uma satisfação psicológica, mas que também antevê um beneficio em longo prazo. Mesmo a vaidade física, se analisada de forma racional, é a maximização e o destaque à detalhes estéticos pessoais que são aparentemente reconhecidos por um determinado grupo social, transparecendo sexualidade, competência, “bom gosto”, etc. Por esta razão, a máxima “me visto bem para mim mesmo(a)” ou “quero estar bonito(a) para mim” são, em grande sentido, falaciosas. A mesma coisa referente à vaidade não-estética dos artigos do Artur de Oliveira e do Rafael Frerichs. As pessoas podem não se dar conta disso, ou preferem não assumir isso publicamente. Aliás, assumir o hard core do interesse pessoal é culturalmente mal visto na grande maioria das sociedades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, além do interesse e da vontade, há de se veicular a vaidade ao sentimento de segurança e insegurança. De certo, quem diz não necessitar ouvir elogios deve obter seu sentimento de segurança por outros meios. Quem obtém segurança só por meio do elogio pode criar um suporte psicológico frágil e oco, que pode desmoronar conforme aparecerem as rugas no rosto ou quando algum trabalho pessoal não for reconhecido. Se por fim, o indivíduo não possui qualquer fonte de segurança, de certo que este se constituiu como ser adulto de forma fragilizada, por traumas pessoais, por condições sociais e – por que não? - falta de elogios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que gostaria de concluir é que a vaidade é de certo algo socialmente cultivado, tanto no âmbito social no sentido lato, quanto na esfera familiar - se é que se pode falar nisso na dita pós-modernidade. Ela é algo constantemente estimulado, e, de certa forma, infinita em seus interesses intrínsecos. Obviamente, até isto é relativo, uma vez que não são poucos os casos de suicídios de celebridades, inerentemente vaidosas. Afinal, quando bem fundamentados os elogios, a sede por mais reconhecimento é algo natural. A sapiência em não ser mal visto por tal desejo, está justamente na arte de camuflar interesses, coisa que a humanidade faz com tanta maestria que por vezes esquece que os possui!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;JOÃO PAULO PAIXÃO (&lt;a href="mailto:jpaulopaixao@yahoo.com.br"&gt;jpaulopaixao@yahoo.com.br&lt;/a&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111629941531417022?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111629941531417022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111629941531417022' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111629941531417022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111629941531417022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/precisa-se.html' title='Precisa-se'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111585775129671006</id><published>2005-05-11T17:10:00.000-07:00</published><updated>2005-05-14T09:04:55.840-07:00</updated><title type='text'>Em Queda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.parool.nl/film/2004/recensies/beeld/untergang-410.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“You were the chosen one!”. Às vezes me espanto com as conexões que a minha cabeça faz. Aquela foi a frase que me lancinou o pensamento no cinema, durante o filme &lt;em&gt;A Queda – Os Últimos Dias de Hitler&lt;/em&gt;. O engraçado é que eu a ouvi bem no começo, para dizer a verdade, ainda no &lt;em&gt;trailer&lt;/em&gt; do novo filme de &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt;. Imaginem se o ex-&lt;em&gt;Führer&lt;/em&gt; da Alemanha tivesse tido acesso a filmes como &lt;em&gt;Matrix&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Senhor dos Anéis&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt;! Neo, Frodo e, pior, Darth Vader como símbolos-mor de um sujeito que podia voar por toda a Europa, tinha um anel do mal no dedo e todo o lado negro da força a seu favor; não seria nada legal. Acredito, ainda assim, que &lt;em&gt;A Queda&lt;/em&gt; é mais surreal que todos aqueles três filmes juntos, até porque, o grande lance é que, eles foram inspirados nos últimos dias de Hitler, naquele &lt;em&gt;Bunker&lt;/em&gt;, em Berlim. Explico por passagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira frase é aquela proferida por Obi-Wan, referida já na primeira linha, em &lt;em&gt;A Vingança dos Sith&lt;/em&gt;. Obviamente, foi retirada do momento em que os generais das SS se decepcionaram com o comportamento alucinado de Adolf. Este, prestes a ser morto, brincava de movimentar tropas que só existiam em sua cabeça, para desespero de quase todos a sua volta, que confiavam inteiramente em seu senil brilhantismo bélico. A segunda é “Why Mr Anderson, why??”. Traído por um de seus militares mais próximos, em meio a festas recheadas a bombas e bebedeiras na porta da sala de reuniões, Hitler, em prantos, imita o Agente Smith ao fazer esta pergunta aos que restaram. Não se entendia o que estava acontecendo no esconderijo do &lt;em&gt;Führer&lt;/em&gt;, os russos estavam chegando, mas ninguém sabia de que lado. Nem Gandalf saberia responder, porém “Adolfrodo” perguntou, ao melhor estilo não-passa-nem-vento: “They don´t come, do they Gandalf?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mania é essa, hein? Por que sempre há de haver um escolhido? Será porque, no meio de mais de seis bilhões de pessoas, não mais nos sentimos únicos? Na primeira metade do século passado, Hitler acreditou ser e foi, único. (Fazendo um parêntese rápido, apenas por não me conter: W. Bush também acredita, na primeira metade deste século). Acho eu que o mais mero dos mortais é o único mais mero dos mortais. Além de ser, também, o escolhido para fazer alguma coisa, nem que seja para lavar os pratos depois da janta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes “hollywoodianos” deste texto, no entanto, divergem nas conseqüências quanto ao filme alemão. Eles passam a sensação comodista de que sempre vai chegar alguém para resolver nossos problemas, de que não é preciso tomar atitude alguma, visto que não somos os escolhidos para nada (a não ser votar). Desacreditados. Hitler nos deixa uma única boa impressão: a de que qualquer um pode vir a ser qualquer coisa, desde que queira mesmo. Não só ele, como também aquele menininho do filme e a datilógrafa, que se enganou querendo, acreditaram em si mesmos. Tentar sempre. Posso adiantar, mas todos já devem saber, que houve muitos suicídios neste filme. Um médico alemão tentou convencer um colega a não se matar dizendo “Zum Sterben es ist immer noch Zeit”*. E esta frase até agora me lancina o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Algo como “Há sempre tempo para morrer”.&lt;br /&gt;&gt;&lt;br /&gt;&gt;&lt;br /&gt;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Publicado nos &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; "Raciocínio Crítico" (&lt;a href="http://www.raciociniocritico.com/index.php?mostrar=noticiacompleta&amp;id=a79e70a915"&gt;http://www.raciociniocritico.com/index.php?mostrar=noticiacompleta&amp;amp;id=a79e70a915&lt;/a&gt;) em 11 de maio de 2005 e "O Emissário" (&lt;a href="http://www.oemissario.com.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;amp;sid=168&amp;mode=thread&amp;amp;order=0&amp;thold=0"&gt;http://www.oemissario.com.br/portal/modules.php?name=News&amp;amp;file=article&amp;sid=168&amp;amp;mode=thread&amp;order=0&amp;amp;thold=0&lt;/a&gt;) em 14 de maio de 2005. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111585775129671006?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111585775129671006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111585775129671006' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111585775129671006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111585775129671006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/em-queda.html' title='Em Queda'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111516617861030628</id><published>2005-05-03T17:17:00.000-07:00</published><updated>2005-05-14T09:10:14.016-07:00</updated><title type='text'>Rede Grobo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.agenciaaids.com.br/news_imagens/Rede-Globo.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Globo acaba de completar quarenta anos de fundação, o que ela trouxe de bom para nós, brasileiros? Definitivamente, é um canal que inspira, proximamente, respeito e, a uma certa distância, temor. Todos nós crescemos sob sua égide e carregamos um pouco dela em nosso peito, como um estigma. Então, vamos tentar ser um pouco imparciais nesta análise. Os prós e os contras devem aparecer naturalmente, quando solicitados pelo nosso computador central, não? Não sei. Estou a cinco minutos olhando para este parágrafo e só me lembro de “Sessão da Tarde”. A babá perfeita, que conta uma história milhões de vezes. Quem nunca brincou parodiando o locutor ao dizer “-Os Goonies, inédito!! (nesta semana..)”? Bons tempos aqueles. Todo adulto que conheço diz isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a Globo tem algum tipo de “Síndrome de Michael Jackson”? Afinal de contas, ela alicia criancinhas todo dia. Eu amava Xuxa e hoje me odeio por isso. Mas eu era criança, eu podia. Este é um bom &lt;em&gt;contra&lt;/em&gt;: Xuxa, o Protótipo. Não é o nome de seu novo filme. Infelizmente, também, isto não será escrito em sua lápide. A Globo só lançou a moda: toda apresentadora de programa infantil tem de ser loira. Eles não querem saber se quase a metade dos brasileiros é negra. Muito menos o que se passa na cabeça de uma criança ao desrespeitar uma professora, amarela, quando o baixinho queria estar em casa assistindo ao “Planeta Xuxuxú”. Tenho uma irmã de sete anos de idade, que não sai de casa nem por um terremoto, que não tem nenhum amigo, que vive doente e que fez a minha mãe pintar o cabelo de loiro. Eu juro que é verdade! A criança é errada? Não. A Rede Globo está errada? De jeito maneira! A adulta sim. O tempo fechou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricky Martin teria que mudar aquela sua música (Maria 1, 2, 3, lembram?) se quisesse contar quantas novelas passam diariamente pelos canais abertos. Engraçado, nos fechados não passa nenhuma. Mas, só nas dos Marinho: 1, 2, 3, 4, 5 de segunda a sábado, 6, 7 e 8, se contarmos “Video Show”, BBB e minisséries. Ufa, haja fôlego, hajam lágrimas! Dá um tempo!! Telespectadores-de-Maria-do-Carmo-ferrenhos, desculpem-me, eu sei contar até 8!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida começa aos quarenta. Este é o &lt;em&gt;slogan&lt;/em&gt;. Risível, ao viajar e imaginar um quarentão vestido nas fraldas, estatelado no sofá com o controle remoto na mão. A TV Globo é um gigante influenciador. Os outros canais são piores, porque querem chegar ao seu nível e nem isso conseguem. A lavagem cerebral começa aos quarenta. “Mamããããããee, tou apertado, quero fazer PLIN-PLIIN!!”. &lt;em&gt;Time is up&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Publicado, em primeira mão, na parte dos editoriais do &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.raciociniocritico.com/"&gt;http://www.raciociniocritico.com/&lt;/a&gt; em 05 de maio de 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111516617861030628?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111516617861030628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111516617861030628' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516617861030628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516617861030628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/rede-grobo.html' title='Rede Grobo'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111516572666588048</id><published>2005-05-03T17:11:00.000-07:00</published><updated>2005-05-14T09:10:32.130-07:00</updated><title type='text'>Vendi minha TV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mol.org.br/img/noticias_home/TV/televisao.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi me desfazer da minha TV. Meu Deus, onde estou com a cabeça, hein?! Como vou saber das notícias do mundo? Como vou ver o futebol? Onde mais vou encontrar humoristas para me divertir? E as tardes de domingo, como vão ficar? Estou perdido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, decidi não mais ver televisão. Lógico que esta decisão se restringe ao meu quarto. À minha toca, como diriam, porque na minha casa tem TV até na cozinha. Agora podem me perguntar: de onde foi que eu tirei esta idéia esdrúxula? O que importa eu não mais ter televisão? Para responder a esta última pergunta, preciso indicar uma fraqueza minha: sou nada disciplinado. Preciso estudar, arrumar um emprego melhor, passar num concurso público que pague bem. Mas, ainda assim, chego em casa e ligo a TV. O mundo cabe todo ali. Por que eu deveria estudar se o mundo já está todo ali? William Bonner me fala que a economia do País está crescendo vertiginosamente. Jô Soares me ensina francês e a contar piada de japonês nas noites em que fico acordado até muito tarde, vendo TV. Milton Neves, todo domingo, mostra que tem uma memória muito melhor que a minha e que arranja companheiras de palco muito melhor que eu. “Aquela loira não é burra e entende de futebol mesmo!” é o que penso, “bem que ela poderia me dar bola”, desligo. Já não assisto ao Faustão há muito tempo, mas sei que ele tem engordado. Continuo adorando Silvio Santos toda vez que ele fala como um vovô, usando expressões como “No duro?!”. Sei que deveria assistir mais à TVE, canal 02 aqui em Salvador. Tem um programa muito bom, que indico, o “Café Filosófico” todo domingo às 22 horas. Como podem ver, estou apegado demais a tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como será que faziam até os anos 50? Rádio... E antes do rádio? Serestas? Será que eles tinham que conversar com os outros o tempo todo? Pelo menos deveriam ser mais unidos, se formos pensar pelo lado familiar. Uma coisa é certa: lia-se bem mais.Outro dia, lia matéria sobre o analfabetismo. Dizia o jornalista que a pior coisa para o analfabeto é a vergonha de não saber ler. Que eles se sentem em um mundo à parte (leia-se: ligam a TV e adentram-no). Mas, pô, será que esta pior coisa é mesmo a pior coisa? Eu penso que a pior coisa em não saber ler é, justamente, não saber ler. Como a pior coisa em não ter um braço é, também, não ter um braço. Ou será a vergonha de não ter um braço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que serei um dos primeiros a aderir à campanha da MTV/Brasil “Desligue a TV e vá ler um livro”. O tiro deles saiu pela culatra, vão perder a minha audiência. Chegamos ao ponto de a nossa própria TV nos mandar desligá-la (por quinze minutos, das 15h às 15h15); e tudo para ganhar mais audiência no restante do dia (afinal de contas, ainda sobram 23h e 45 min para me dizerem o que quiserem). Com certeza passarei por um período de desintoxicação, que todo viciado passa depois de se desviciar. Mas, imaginem, um mundo sem televisão. Quanto tempo deve sobrar para fazer outras coisas. Ler todos aqueles livros que os autores dizem ser bons. Passar em primeiro lugar, pela primeira vez, em alguma coisa. Ler jornais!!! Ter uma opinião diferente, um jeito de andar diferente até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no entanto, o problema da vergonha. Eu terei que ir no estádio de futebol ver o Vitória jogar. Organizar-me melhor e ir dormir tarde, lendo, estudando. Devo, agora, arranjar morenas inteligentes, que me dão bola. Rir de mim mesmo, ou do último do Veríssimo. Droga, eles vão notar que mudei! Isso sim, é a pior coisa em não mais ter TV: a vergonha de não tê-la vendido antes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;*Publicado nos &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; "Raciocínio Crítico" (&lt;a href="http://www.raciociniocritico.com/index.php?mostrar=noticiacompleta&amp;id=51e7c38ac7"&gt;http://www.raciociniocritico.com/index.php?mostrar=noticiacompleta&amp;amp;id=51e7c38ac7&lt;/a&gt;) em 2 de maio de 2005 e "O Emissário" (&lt;a href="http://www.oemissario.com.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;amp;sid=163&amp;mode=thread&amp;amp;order=0&amp;thold=0"&gt;http://www.oemissario.com.br/portal/modules.php?name=News&amp;amp;file=article&amp;sid=163&amp;amp;mode=thread&amp;order=0&amp;amp;thold=0&lt;/a&gt;) em 7 de maio de 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111516572666588048?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111516572666588048/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111516572666588048' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516572666588048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516572666588048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/vendi-minha-tv.html' title='Vendi minha TV'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111516542854802581</id><published>2005-05-03T17:06:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T15:50:43.023-07:00</updated><title type='text'>100g de metalinguagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://shop.spinnrad.de/storeFront/images/kuerbiskern_ms_100g.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom se todos nós nos expuséssemos. Esta frase soa um tanto estranha a primeira vista, sendo que vivemos numa era tão eucêntrica, em que pensamos a todo instante, às vezes com razão, que estamos sendo examinados. O ser humano olha o próximo sempre querendo encontrar algo dele próprio naqueloutro. Será que vocês já notaram isso? Se já, reconhecem um quê de superficialidade em tudo isto. Mas um quê da nossa própria humanidade também. Mostrar-se nas roupas, cabelo, carros, em certos comportamentos e até no emprego, hodiernamente, é projetar a imagem que quer ser passada a todas as outras pessoas; com um patamar igual a que todos querem chegar. E isto é muito pouco. Algum dia gostaria de apreciar bastante a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brinquemos de ir na contra-mão, então. Já que é para nos expor por, muitas vezes, coisas que não somos, vamos usar mais o &lt;em&gt;Word&lt;/em&gt; para realmente nos mostrar. O que é que você está pensando sobre este textículo? Ridículo? Ótimo, é exatamente isso o que quero. Critique, seja criticado. Escreva, seja lido! Que mal há nisso? Não é bom ser criticado a todo momento, se é que estou me fazendo entender. Mas também não é bom dar os primeiros passos aos 11 meses de idade e sempre cair. São degraus, é importante subi-los (e depois de um tempo, sem andador). É tudo degrau... A linguagem e o andar, a leitura e o criticar. É simplesmente impossível não dar nenhum juízo de valor ao que passa pelos nossos olhos, isto é a crítica, o simples olhar. Não somos os melhores das letras, da filosofia, nem da estética, mas ser o melhor entre todos, não raro, não é ser o melhor de si mesmo. Mas se se escreve algo dando uma própria opinião, independentemente da forma com que ela é dada, não tem como ser melhor ou pior. Ela simplesmente é sua, estando prontinha para ser analisada, pois é justamente para isto que ela existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, este texto está “chovendo no molhado” e sim, não consigo escrever sem usar as “aspas” ou (parênteses) em pelo menos uma expressão. Isso é bom, isso é ruim? Diga você. Ah, as perguntas, o que seríamos sem elas &gt; Não sei se deveria ter posto um sinal de interrogação ou se, simplesmente, queria afirmar isto. Que viagem... Agora mesmo é que não sei se estou me fazendo entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pensa como todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cerebronosso.bio.br/paginas/teste1.html"&gt;http://www.cerebronosso.bio.br/paginas/teste1.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;*Publicado no site "Raciocínio Crítico" (&lt;a href="http://www.raciociniocritico.com/index.php?mostrar=noticiacompleta&amp;id=6c6cabbd75"&gt;http://www.raciociniocritico.com/index.php?mostrar=noticiacompleta&amp;amp;id=6c6cabbd75&lt;/a&gt;) em 25 de abril de 2005 e no "O Emissário" (&lt;a href="http://www.oemissario.com.br/portal/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;amp;sid=153&amp;mode=thread&amp;amp;order=0&amp;thold=0"&gt;http://www.oemissario.com.br/portal/modules.php?name=News&amp;amp;file=article&amp;sid=153&amp;amp;mode=thread&amp;order=0&amp;amp;thold=0&lt;/a&gt;) em 1º de maio de 2005. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111516542854802581?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111516542854802581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111516542854802581' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516542854802581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516542854802581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/100g-de-metalinguagem.html' title='100g de metalinguagem'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12632543.post-111516423004309298</id><published>2005-05-03T16:42:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T15:54:44.066-07:00</updated><title type='text'>Sobre Educação, Dinheiro, Leis e BMW</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.auto-sfondi-desktop.com/Wallpapers_Bmw_/BMW-Serie-3-Convertibile/BMW-Serie3-Convertibile-02/BMW-Serie3-Convertibile-02_640.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciando a temporada de discursos para este notável website, que estou, não poderia começar falando de outra coisa, senão da carreira que, desde pequeno, escolhi para o resto da minha vida: a jurídica. Ao falar sobre este assunto, na verdade, discutirei com vocês, leitores assíduos, sobre a educação “fundamental”(1) e o trabalho depois dela. Sim, trocadilhos à parte, dá muito trabalho se chegar ao estágio depois da educação, em que nos vemos diante da (im)possibilidade de ingressar numa universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perda de tempo, o que queremos nesta etapa da vida-capitalista-não hipócrita? Responde-se: ganhar dinheiro. Aos dezoito anos aproximadamente, uma pessoa já é considerada adulta em termos civis, penais e para o trabalho. Começa-se, assim, a visualizar a vida que deseja levar nos anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a primeira pergunta que fazem os professores de terceiro ano, do ensino “médio”(2), espalhados pelo Brasil? “Para quê vocês querem prestar vestibular??” foi o que ouvi em 1998 quando concluí o 2º grau. Concluí, diga-se de passagem, num dos melhores colégios da capital baiana, onde 50% da turma queria ser médico(a), 40% queria ser advogado(a) e 10% apenas se interessava pelas outras profissões. Lá não existia qualquer programa de orientação profissional, não obstante se considerarem os melhores do ramo pedagógico soteropolitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, a profissão médica é linda, sim; de quebra, ainda se ganha muito dinheiro e (deixando um pouco de lado o politicamente correto) enfermeiras também. Bom, não entrando no mérito de que é quase impossível para o “homem médio brasileiro”(3) passar no vestibular para o curso de Medicina de uma universidade pública e de que as outras, privadas, custam entre R$1.500,00 e R$3.000,00 de mensalidade, o que resta para quem tem uma certa ambição financeira, normalmente, são as “remediadas” faculdades de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, quando adentrei no ensino superior(4) em 1999, aqui na Bahia existiam seis cursos de Direito: os da UEFS, UNEB, UESC, UFBA, UCSal, e UNIFACS; sendo que somente os três últimos localizam-se na capital. Hoje em dia, quase meados de 2005, o MEC já autorizou o funcionamento de mais de dezoito cursos espalhados por Salvador, sem falar nos do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o que estou tentando demonstrar aqui não é nenhum tipo de corporativismo, ofendido pelo alto número de profissionais (de qualificação duvidosa, diga-se) praticamente “vomitados” no mercado de trabalho. Aponto, sim, o sintoma de um vício ocupacional brasileiro, conseqüência do nosso nível de desemprego monstruoso e desesperador. Este leva milhões de ótimos engenheiros, jornalistas, administradores, jardineiros e (por que não?) médicos a estudarem as leis do País com um único intuito: ter uma BMW na garagem. Mal sabem eles da dura realidade que vem depois de formados. Mesmo durante o curso, geralmente, o estudante de direito percebe que a sua vida não vai ser tão fácil. Sabe aquele rapaz boa-pinta que não passou no vestibular, mas, não se sabe como, entrou na faculdade? Pois é, o pai dele arranjou-lhe um ótimo cargo de confiança no Tribunal. E aquela garota que sempre pede para colar da sua prova? Isso mesmo, ela começou um estágio num dos melhores escritórios de advocacia da Região. Esses dois exemplos são os mais comuns que posso encontrar no campus onde estudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O.K., no Brasil de hoje há espaço para muitos advogados? Há sim. Ainda mais pelo nosso nível de desrespeito mútuo, que requer muito corriqueiramente soluções do Judiciário. Um dos melhores trabalhos do País é o de servidor público? Com certeza, não se pode negar. Existem vagas para todos? Não existem. Nem de longe. A concorrência cresce em progressão geométrica, contrapondo-se à aritmética das nomeações para os cargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do vestibular, os pretensos médicos (adoradores de BMW) pensam em quê, quando vêem que não vão lograr êxito nos testes? Fazer Direito. É fato. Tudo bem, posso estar exagerando um pouco, mas é pelo fervor do momento. No último concurso público que fiz havia três salas lotadas só com “Rafaéis”. Isto é algo para se refletir. Seria muita falta de imaginação das pessoas nos anos 80 ou no presente séc. 21?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no final do texto, chego à tão esperada conclusão do tema. Mas os professores de redação, que porventura lerem este esboço, ficarão um pouco decepcionados. Não há conclusão lógica acerca de tudo que foi explicitado &lt;em&gt;supra&lt;/em&gt;. Isto porque nego-me a aceitar a conclusão lógica que se projeta à minha frente: a coisa só tende a piorar. Por isso mesmo, não quero ser taxado de pessimista e repasso o problema para a próxima geração. Certamente ensinarei a minha filha a arte do Ikebana(5) e ao meu filho, como se fazer a melhor batata-frita do mundo. Vocês sabem, tem quem comprou muito carrão fazendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Faz-se fundamental a revisão deste conceito. O que é fundamental aprender nos dias de hoje?&lt;br /&gt;(2) Ou medíocre?&lt;br /&gt;(3) É o homem-modelo do nosso Código Civil: de inteligência mediana.&lt;br /&gt;(4) Resta saber superior a quê.&lt;br /&gt;(5) Arte japonesa dos arranjos florais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Publicado, em primeira mão, na parte dos editoriais do site &lt;a href="http://www.raciociniocritico.com"&gt;www.raciociniocritico.com&lt;/a&gt; em 21 de abril de 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12632543-111516423004309298?l=copidesque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://copidesque.blogspot.com/feeds/111516423004309298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12632543&amp;postID=111516423004309298' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516423004309298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12632543/posts/default/111516423004309298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://copidesque.blogspot.com/2005/05/sobre-educao-dinheiro-leis-e-bmw.html' title='Sobre Educação, Dinheiro, Leis e BMW'/><author><name>Rafael Frerichs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09605514323873278702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
